Marcas
Há coisas que eu gostaria de jogar fora. Mas, algumas delas são infinitivamente difíceis de serem deitadas fora. Nunca fiz uma tatuagem, sempre temi ter marcas que fossem 'para sempre'. Porém hoje, descubro que não ter feito uma tatuagem foi um desperdício. Possuo marcas que nem me dava conta. Marcas que , por vezes nem percebi e outras que fizeram a mim tão bem. Uma delas é você. Estás nas marcas das canções, dos cheiros que acolhi e guardei, nos detalhes da luz, em todas as horas, supostas; no ar dos dias que acordo para lembrar, que acordo para não me perder dentro dos sonhos, marcas de um tempo antigo na ligação, possibilitada por tanta criatividade, a me colocar lado a lado de ti, ainda que um imenso mar de possibilidades, esteja entre nós, uma ponte infinita que me separa de ti tão realísticamente sentida... não tens idéia da falta que seu viver me faz...ao teu lado eu poderia até, ver o movimento da árvore, sentir o sabor da música, o gosto do vento, o calor da noite. Marcas. Tantas para ter.
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uma imagem de William Bullimore
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uma imagem de William Bullimore
Navegar...com o sereno silêncio do mar
A imensidão do céu e do mar... profundos! A me dar vontade de navegar.Uma incontida vontade de ir buscar.
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uma imagem de Maas Ibi
Tons de Amizade
Desses últimos dias
penso nos bichos
ou em um bicho, em especial
um bicho amigo
aquele que não me abandonou
aquele que se mantém fiel.
Admirável é a fidelidade dos bichos.
eu tenho um
um bicho amigo
tem a forma humana , mas a garra de um tigre
tem a forma humana, mas o instinto de um tigre
tem a forma humana, mas a elegância de um tigre
tem a forma humana, mas a poderosa força de um tigre
tem a forma humana , mas ama como os tigres.
e me faz sentir e perceber que
a fragilidade humana, às vezes,
pode ser o intenso amor animal.
E esse pode ser um tom da amizade.
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eu tenho um bicho, um amigo.
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uma imagem de Catman Suha
Desabafo XVIII - Ensaio da Amizade
meu pai aos 21 anos
Ensaio da amizade
Para nos conhecer é necessário ver-nos em um amigo. O amigo é nosso outro eu. Há amigos cujas almas se misturam e se confundem tanto com as nossas, e tanto que quando nos damos conta não conseguimos encontrar mais a costura que as juntou. A amizade é virtude ou implica em virtude, disse Montaigne. Por vezes certos amigos nos estendem tanto a sua amizade que desafia a moderação, transcende o amor de tal forma que nos parece que esse amor sempre esteve conosco. É tamanha a fusão que por vezes, carregam, facilmente consigo nossas dores, nossos sentimentos de tristeza, nossos temores. E de repente nada mais é seu ou meu. Vontades se misturam, toques se reúnem, não há mais distinções. Laços diversos atam-nos para sempre. E a amizade torna-se união perfeita, sem fissuras, sem brechas, sustentáveis por si só. A amizade é mesmo um mistério. Como pensar que é possível uma ligação assim, perfeita e completa, quando vivemos num mundo transitório e passageiro, um mundo de movimento e finitude? Cabe nesse mundo coincidência tão absoluta de uma identificação tão plena? Cabe. Misteriosamente cabe. Posto que a amizade seja o mais belo lugar e meio. A amizade é uma aliança, uma sociedade que fazemos pura e simplesmente por escolha e vontade própria, onde não rivalizamos, não dispersamos. Buscamos o prazer pelo significativo prazer de ser e ter amigos. A semelhança da afinidade, convivência forte das coisas, identidade abençoada pelo Cosmos. Tornamo-nos o princípio e o gênero de todas as espécies quando buscamos o amigo, nosso parente espiritual. O consolidamos como vínculo de sangue. E damos qualidade e forma a esse convívio intenso e marcado para sempre em nossas vidas. Queremos o amigo por ele mesmo, por ele ser quem é e o que é.
Assim é o amor e a amizade que me une a meu pai. Porque procedendo dele sou o seu outro, o outro ele mesmo. Só por isso pude descobrir quem eu era no dia que perdi meu pai. Ao vê-lo, sem vida entendi quem eu era. Aquele momento foi de mudança e movimento. Percebi a multiplicidade tênue e inconstante da própria vida, no meu espaço e no meu tempo. Percebi a existência a que desejava para mim. Meu pai, ali, naquele instante era o espelho onde me identifiquei. Nítido me fez acordar de um tempo em que me mantive adormecida. Um tempo que não sei contar porque fora muito tempo. E senti cruelmente o momento - esse que me deparei privada do amigo mais caro e mais íntimo. Aquele do laço consanguíneo, aquele da costura sem emendas, transcendente, sem fissuras e brechas, o amigo perfeito e completo. Esse amigo que olhei para nele reconhecer-me. Alcancei minha solda fraterna. Clarificados tornaram-se dali por diante meus conflitos, meus laços, minhas experiências. Minha imagem agora se sustentava, sustenta-se, de tal forma que a leveza vive a me rondar, posto que, saber-se torna tudo tão mais original, compreensível e sólido, tal qual a solidez de ter sido forjada dentro do corpo forte de meu pai. O medo perde a importância, a obediência tem outro valor, o redor que temporariamente me pareceu estranho, retorna familiarmente em seu momento original. A cidade que naqueles dias era tão fria e distante, tão cinza, reencontra-se comigo trazendo uma infinita paz com seus coloridos e seus ruídos de amanhecer. Perdi a ingenuidade e me sinto melhor. Entendi que a vida não precisa ser entendida, precisa ser apreciada e aceita. Entretanto, ao perceber quem sou a inquietude terminou; aprendi o que é separação, vida; aprendi que preciso aprender a viver e, sobretudo a morrer. Porque agora sei para onde se encaminha o meu conhecimento, os meus desejos, o meu mistério. Assim tornei-me diferente para ser exatamente como me sinto, dentro de mim: igual. Tornei-me mais tolerante, mais generosa, cuidadosa com a razão e a emoção. Vivo um dia por vez, um dia a cada dia, conhecendo o elemento singular do que é viver existencialmente. Hoje, exatamente, dedico boa parte dos meus dias a escrever, para consagrar também a lembrança, a lembrança de um mútuo amor, um amor amigo, em nome desse laço que me aponta a verdade e a vontade determinada, que me aponta uma incrível força. Força que me transporta para além de tudo que eu possa dizer e ser.
Para Papai, com amor,
della-porther
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meu perturbador sentimento

Assim... de dia
nesse amanhecer que tantas vezes vivi
sinto tão claramente a força do amor
no gesto calado
um vívido silêncio. você.
um perturbador sentimento
deixado a sombra
a sombra do nascer
se sua luz invade
seu silêncio me enamora
o que desejo já não me pertence
é seu, o amor sem solidão.
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foto de nikorimages
O Lume das Noites Traiçoeiras

Aquieto-me num canto a não ouvir nem um só ruído
Esta noite toda ela sem luto, sem o mastro da vela
É correnteza e partida em ruínas num só olhar distante
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Desmaterializado o cenário do mundo, suas estruturas formais
Não há mais a permanência marginalizada dos intrusos.
Expulso todo o aleatório do ninho, alucinada toda a lucidez
Caráter passivo e ativo do presente e do futuro, esse nunca houve.
Profanada a experiência do atemporal, nos trilhos envelhecidos
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Tudo a tornar-se sem sentido, sem movimento, sem excitação
Exilado a toque está poética e profeticamente fenecido o amor.
O desejo à abismar-se no eterno ir e vir do isolamento
Pretende o suicídio do sempre igual e indizível medo
Tormento que prolifera no meio do caos
A natureza contínua no viés adiantado dos anos passados,
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Gênese esvaziada do sobrenatural findo amor.
Enquanto o mundo reproduz sua música obscuramente medíocre
E toda relva não deitar-se mais ao prazer da morna lassidão,
A droga for o fim curativo melancólico da solidão da horda
Nada será igual a si mesmo nos limites que a realidade dará
Findo o amor mantido o real construir-se sem cessar, assim
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Notas de passagens, rastros de folhas em branco do amor que cerrou.
Aquieto-me agora na mais profunda e encarnada das noites sem fim
Num ato de rememoração do sofrimento impulsivo e tão alheio
Todo ruído é morto, todo sentimento estranho até o perder da consciência
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Aquece o inacabado, trama entre sagrado e profano o decepar do desejo
O irremediável fim do louco, louco e alucinado amor por ti.
Esta noite toda ela sem luto, sem o mastro da vela
É correnteza e partida em ruínas num só olhar distante
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Desmaterializado o cenário do mundo, suas estruturas formais
Não há mais a permanência marginalizada dos intrusos.
Expulso todo o aleatório do ninho, alucinada toda a lucidez
Caráter passivo e ativo do presente e do futuro, esse nunca houve.
Profanada a experiência do atemporal, nos trilhos envelhecidos
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Tudo a tornar-se sem sentido, sem movimento, sem excitação
Exilado a toque está poética e profeticamente fenecido o amor.
O desejo à abismar-se no eterno ir e vir do isolamento
Pretende o suicídio do sempre igual e indizível medo
Tormento que prolifera no meio do caos
A natureza contínua no viés adiantado dos anos passados,
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Gênese esvaziada do sobrenatural findo amor.
Enquanto o mundo reproduz sua música obscuramente medíocre
E toda relva não deitar-se mais ao prazer da morna lassidão,
A droga for o fim curativo melancólico da solidão da horda
Nada será igual a si mesmo nos limites que a realidade dará
Findo o amor mantido o real construir-se sem cessar, assim
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Notas de passagens, rastros de folhas em branco do amor que cerrou.
Aquieto-me agora na mais profunda e encarnada das noites sem fim
Num ato de rememoração do sofrimento impulsivo e tão alheio
Todo ruído é morto, todo sentimento estranho até o perder da consciência
Será a noite, a noite morta a eternidade
O lume das noites traiçoeiras.
Aquece o inacabado, trama entre sagrado e profano o decepar do desejo
O irremediável fim do louco, louco e alucinado amor por ti.
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O Deserto de Álvaro
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Poema de Álvaro de Campos
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Narração Paulo Autran
Fonte : Youtube
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Álvaro de Campos
Saber

..."a consciência espiritual ou divina, no interior do Homem, é Ilimitada e de nenhum modo restrita por "Tempo" e "Espaço" ou pela natureza e qualidade das coisas materiais".
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Ensinamento Neófito
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uma imagem de mariah
O poeta Dylan Thomas
Excerto de "Under Milk Wood" de Dylam Thomas
"To begin at the beginning:
It is Spring, moonless night in the small town, starless and bible-black, the cobblestreets silent and the hunched, courters'-and- rabbits' wood limping invisible down to the sloeblack, slow, black, crowblack, fishingboat-bobbing sea. The houses are blind as moles (though moles see fine to-night in the snouting, velvet dingles) or blind as Captain Cat there in the muffled middle by the pump and the town clock, the shops in mourning, the Welfare Hall in widows' weeds. And all the people of the lulled and dumbfound town are sleeping now.
Hush, the babies are sleeping, the farmers, the fishers, the tradesmen and pensioners, cobbler, schoolteacher, postman and publican, the undertaker and the fancy woman, drunkard, dressmaker, preacher, policeman, the webfoot cocklewomen and the tidy wives. Young girls lie bedded soft or glide in their dreams, with rings and trousseaux, bridesmaided by glow-worms down the aisles of the organplaying wood. The boys are dreaming wicked or of the bucking ranches of the night and the jollyrogered sea. And the anthracite statues of the horses sleep in the fields, and.... "
Fonte do vídeo: http://www.flickr.com/photos/bigaldaviesishere/3347881432/
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Acerca de Dylan Thomas

ESTE LADO DA VERDADE
Para Llewlyn
Este lado da verdade,
Meu filho, tu não podes ver,
Rei de teus olhos azuis
No país que cega a tua juventude,
Que está todo por fazer,
Sob os céus indiferentes
Da culpa e da inocência
Antes que tentes um único gesto
Com a cabeça e o coração,
Tudo estará reunido e disperso
Nas trevas tortuosas
Como o pó dos mortos.
O bom e o mau, duas maneiras
De caminhar em tua morte
Entre as triturantes ondas do mar,
Rei de teu coração nos dias cegos,
Se dissipam com a respiração,
Vão chorando através de ti e de mim
POEMA DE DYLAN THOMAS
(tradução: Ivan Junqueira)
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uma imagem de Auré From Paris
(for you)
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Seus muros

Escolho a hora deserta para buscá-la
entre os muros escondidos desta cidade
sei que não vou encontrá-la
mas, sigo o caminho ,
meu condutor de desejo,
pois, não posso perder
no fundo do meu solitário desejo
a vontade tão incontida
de sentir seu hálito tocar minha mão
os muros avançam,
são intermináveis,
e minha ansiedade
sobe os degraus
lentamente
como se a vida não acabasse nunca.
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uma imagem de Natasha
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Triste canção quase triste
carmela zmiricTalvez fosse como penso atualmente, um descaminho, uma confusão
Perdida na cidade aberta e agora se faz notar sobre outras
O som, a mudança, o extravio do sentimento perplexo
Tão dessemelhante fundamento de si mesma
A verdade não depende do tempo, é sangrar de dor
Um conceito, uma extensão dentro do pensamento
Ouço triste a canção quase triste a lembrar você
Incessantemente não traduzi esse espírito, ele é manifesto
Tinhas de se opor ao confronto,ao medo do seu poder
Nada quer permanecer ao medo do engano,assim disse e foste
Morria ali amargurado e desolado seriamente um amor
Acompanhado da emergência dos fortes a prescindir razão pura
Atravessei meus sintomas e dentro da perdida noite um som
Triste a canção quase triste arrancada e profundamente morta
A desordem abriu o significado das coisas, matematizado
Os encontros misturam-se ao tabuleiro onde movem-se peças
Um lugar vazio, um ponto de vista do espaço ocupou-se da melodia
Era agora ela atravessando o Cosmos das ruas encruzilhadas
Para que nada mais flutuasse.Partiu-se o nincho onde vivas em mim
O lugar tornou-se tão ermo para o caminho mais curto
Acaso triste a canção quase triste desviante e errante de si
Vivida as multidões barulhentas que cortavam a quietude do lugar
O alvo exterior era a porta de saída. Lá fora vomitei dor
De que estou eu me desprendendo expulsando meus mistérios?
Um beco escuro e sem vida, fechado ao ponto de sufocar
Fixei um ponto cego para voltar a consciência, feridas que reabri
Aquele labirinto interno da identidade, minha, roubada
Fez triste a canção quase triste onde perdi você.
Nada quer permanecer ao medo do engano,assim disse e foste
Morria ali amargurado e desolado seriamente um amor
Acompanhado da emergência dos fortes a prescindir razão pura
Atravessei meus sintomas e dentro da perdida noite um som
Triste a canção quase triste arrancada e profundamente morta
A desordem abriu o significado das coisas, matematizado
Os encontros misturam-se ao tabuleiro onde movem-se peças
Um lugar vazio, um ponto de vista do espaço ocupou-se da melodia
Era agora ela atravessando o Cosmos das ruas encruzilhadas
Para que nada mais flutuasse.Partiu-se o nincho onde vivas em mim
O lugar tornou-se tão ermo para o caminho mais curto
Acaso triste a canção quase triste desviante e errante de si
Vivida as multidões barulhentas que cortavam a quietude do lugar
O alvo exterior era a porta de saída. Lá fora vomitei dor
De que estou eu me desprendendo expulsando meus mistérios?
Um beco escuro e sem vida, fechado ao ponto de sufocar
Fixei um ponto cego para voltar a consciência, feridas que reabri
Aquele labirinto interno da identidade, minha, roubada
Fez triste a canção quase triste onde perdi você.
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XXVI - A Viagem desta Noite - Perseids



"As Perseids são uma chuva de meteoros que ocorre cada ano entre 23 de julho e 22 de agosto, com um máximo em 12 de agosto. Esta chuva de meteoros ocorre a cada ano quando a Terra passa através da órbita do cometa Swift-Tuttle, e resíduos congelados do cometa queimam à medida que eles entram na atmosfera da Terra. Esta chuva de meteoros tem uma magnitude média de 2,3. Os meteoros desta chuva parecem provir da constelação do Perseus, embora isto não seja real".
Fonte: Google
XXV - A Viagem desta Noite - The Place
PLACENão há pensamentos desmentidos
Não há palavras que possamos confiar
Não há propósitos que não se sustentem
Não há contradições que não escapem
Não há riscos insensatos
Não há lugar algum
Onde possa eu me esconder
Ou esconder o meu amor
Não satisfaço aqueles que desejam a derrota
Não alimento o cão da crueldade dentro de mim
Ele morrerá de fome
Minha jornada é única
É sabor do meu tempo agitado
É face do meu desejo libertário
É a construção do meu Ser.
É lugar de mim.
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uma imagem de Clouds Andrew
Ao Passado

"Águas passadas não movem moinhos"...mas voltar, vez por outra, ao passado é uma viagem
que não me furto fazer! Lá, bem lá atrás ainda encontro coisas boas a serem revividas.
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Em homenagem ao passado cuja trilha sonora estava assinada com boa música...tempos inesquecíveis...tempo de Construção.
.
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Ainda construo a forma de viver, de entender, de encarar e de ser...sempre. Tal qual um moinho a girar, a girar.
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uma imagem de cyruz
Give

...“Ainda que não possas entrar, não te afastes de mim, tem-me sempre estendida a tua mão mesmo quando não puderes ver-me, se não o fizeres esquecer-me-ei da vida, ou ela me esquecerá”.
José Saramago in http://caderno.josesaramago.org/
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uma imagem de Dodjher
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Água Revelada

É na água que descubro...
que nada, nada pode ficar
seja qual for a profundidade
que a inteligência possa alcançar.
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uma imagem de Kevin Button
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imaginário,
pedaços,
profundo,
se
A Espanha ARDE

Bombeiro combate chamas nesta quinta-feira (23) em Andorra, próximo a Terruel, no noroeste da Espanha.
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uma imagem: Foto: AFP
XXIV - A Viagem desta Noite - Samuel Beckett

"Hasta en la caverna cielo y suelo
y una a una las viejas voces
de ultratumba
y lentamente la misma luz
que sobre las llanuras de Enna en largas violaciones
maceraba desde entonces los capilares
y las mismas leyes
desde entonces
y lentamente a lo lejos se extinguen
Proserpina y Atropos
adorable de vacío dudoso
todavía la boca de sombra"
La boca de sombra es la entrada a la caverna, un tema que Beckett recogió de Platón y Dante y que usó como emblema narrativo en cuentos como "El Expulsado" y "Primer Amor".
_
POEMA: Samuel Barclay Beckett (13 April 1906 – 22 December 1989)
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uma imagem de John Minihan
Segredos
Um grito para além

Não fora a fantasia, não fora a fantasia
Há um não sei que estranho nesse jogo
Sobreveem um limite e não aceito
É toda uma angústia a promover alucinações
Saio de mim para um grito além
O desencontro narcisista das minhas desilusões
Se perdeu, objetos de uma realidade. Não a tenho
Sou o grande herdeiro das atividades alucinadas
Perdi a inspiração. Não há privilégio no meu sujeito
Sou in-particular. Não sei misturar peças desse jogo
Deixe-me em desprazer. Não suporto a linha tênue
Do equilíbrio de não ter o desequilíbrio do ser.
Finda a busca está para um grito além
Marcas de sucessivas transformações, ninguém quis.
Odeio as marcas que estão por toda parte mortalmente frias
Tão entranhadas que não se desprendem de mim, o pior das angústias
Quanto de legítimo temporariamente será o retorno indiferenciado?.
Entre o recalcado e o permitido uma infundada vivência inexplicável
Lugar onde não repouso e vou para um grito além
A essa insatisfação de viver só, no absoluto do só
Onde fracassam as possibilidades de volver a paixão.
Sou agora fera alucinada e sem equivalentes na vida
Imobilizaram-me, desfragmentaram-me, arrebentaram-me
Todas as liberdades repetidas vezes conquistadas dobraram-se
Até que não mais pudesse eu assistir-me
O real torna-se agora o tão impossível,impassível, irascível
O doce gosto ácido para um grito além
Sou esgotamento de todo desejo um dia sentido.
Mundo em movimento
XXIII - A Viagem desta Noite - Refúgio
Se no meio

E no meio..do nada...que pode ser ...o meio de tudo
estou como remo, sereno, ao vento
com alma, alada
sou em busca de ti o que expressa a embarcação
não tem medo de nada
não tem medo do nada
enfrenta.
_
_
uma imagem de Butter Fry
Eu Quero é Você!

AMO TANTO. E POR DEMAIS.
PORQUE
HÁ QUALQUER COISA...
HÁ QUALQUER COISA...
ENTRE EU E VOCÊ...E VOU DESCOBRIR O QUE É...E O QUANTO É.
os amores de infância e adolescência...você os teve
os amores de mulher madura, você, também os teve
quem sabe o que eu sou reservado para ti.
terás de ver. terás de ver.
_
_
uma imagem de Mazintosh
XXII - A Viagem desta Noite ( ELA )
O Tempo com o Mundo

O tempo tornou-se, para o Homem, um elemento material do Universo. Erroneamente.
_
_
uma imagem de Foureyes
_
mandamento neófito
Reflexos

Invento sonhos
nele posso tocá-la
ser terno e devagar
- gostas assim -
Esse seu feminino, a demorar na minha boca,
sutil e singular
reflexo, cada canto do canto do teu olhar
Rumoroso amor esse. O Nosso...
de pensamentos ousados a sobrar
me sussurras: sou tua mulher
nos sonhos que invento
teu corpo é minha chama. quente.
O mundo perde a importância
nem sei eu que horas são
sei de ti mulher : livre-libertina-ardente
a deitar sobre mim
E que quer. quer. Apenas me quer.
__
_
uma imagem de Grammy and Koropop's
Escuta-me , onde quer que estejas
Um quê de sua alma em cada cor

As texturas de um caminho
encontro na bruma do dia
_
Sem praga nem suspiro que me impeçam
percorro cada pedaço de um muro
do meu olhar disperso ou questionador
Sou eu que percebo suas cores
ou será a cor da longa rua que me ensina a olhar?
Úmido é o ar. caladas são as palavras
deserta essa rua no lado desconhecido do oriente...
Entretanto, por onde quer que eu esteja a andar
as cores de tantos movimentos
a rua na cidade oriental
irá por certo levar-me
a um lugar - qualquer lugar - onde possa eu
contar das cores que me ensinam a olhar
_
_
uma imagem de J. P. Martins
LA VIE EN ROSE

..." Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça m'fait quelque chose" .
(Trecho da canção La Vie en Rose - Nina Simone)
Fazendo amor!
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_
uma imagem de Piero Errera
XX - A viagem desta Noite - Pés Descalços

Tudo consiste em pisar com humildade... assim é uma forma de liberdade!
_
p.s. humildade não é subserviência.
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_
uma imagem de Teresa
Do silêncio e outros caminhos

Em cada bosque busco um caminho
Em cada caminho busco algo
que ainda não tenha nome
que seja inocente e livre
Que acabe a solidão
desvende os truques do medo
E seja passagem para os meus desejos,
meus desejos livres.
Sem dissolução do real.
Sem corromper meu silêncio.
_
_
uma imagem de Ben
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caminhos,
eu,
significados,
silêncio
Só Sombras
Madrugada Insana

A madrugada me acordou.
Há alguns dias que desperto, pontualmente, às 02:44.
Será isso algum sinal?
Turbulências das horas, sobressaltos, ruídos...uma coruja com o seu piar
atravessa o silêncio noturno, perturba, rasga a noite, incômoda.
Sinto saudades dos meus sonhos.
Às vezes sonho com a relva,
com lugares misteriosos
sem compromissos do viver.
_
_
uma imagem de H. Koppdelaney
Ela sabe

Ela sabe todas as coisas
como posso eu negar
ela sabe do meu amor pelo rio
ela sabe do meu amor pelo mar
ela sabe todas as coisas
como posso eu negar
toda a dor que me atravessa
ela me ensina a lidar
ela sabe o dom de me acalmar
ela sabe como me alegrar
ela sabe todas as coisas
como posso eu negar
até o vazio que me dá
todo o meu caminhar
meus arrepios, leveza de ar
ela sabe todas as coisas
como posso eu negar
ela é água a me completar.
Fotógrafo Paulo Pereira
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