Aqui

Imagino que a tenho, que a exerça, imagino que a sinta. Ou, preciso acreditar que não a perderei. Ela, a tão necessária lucidez.
Emmy Della-Porther

Triste canção quase triste

carmela zmiric


Talvez fosse como penso atualmente, um descaminho, uma confusão
Perdida na cidade aberta e agora se faz notar sobre outras
O som, a mudança, o extravio do sentimento perplexo
Tão dessemelhante fundamento de si mesma
A verdade não depende do tempo, é sangrar de dor
Um conceito, uma extensão dentro do pensamento
Ouço triste a canção quase triste a lembrar você

Incessantemente não traduzi esse espírito, ele é manifesto
Tinhas de se opor ao confronto,ao medo do seu poder
Nada quer permanecer ao medo do engano,assim disse e foste
Morria ali amargurado e desolado seriamente um amor
Acompanhado da emergência dos fortes a prescindir razão pura
Atravessei meus sintomas e dentro da perdida noite um som
Triste a canção quase triste arrancada e profundamente morta

A desordem abriu o significado das coisas, matematizado
Os encontros misturam-se ao tabuleiro onde movem-se peças
Um lugar vazio, um ponto de vista do espaço ocupou-se da melodia
Era agora ela atravessando o Cosmos das ruas encruzilhadas
Para que nada mais flutuasse.Partiu-se o nincho onde vivas em mim
O lugar tornou-se tão ermo para o caminho mais curto
Acaso triste a canção quase triste desviante e errante de si

Vivida as multidões barulhentas que cortavam a quietude do lugar
O alvo exterior era a porta de saída. Lá fora vomitei dor
De que estou eu me desprendendo expulsando meus mistérios?
Um beco escuro e sem vida, fechado ao ponto de sufocar
Fixei um ponto cego para voltar a consciência, feridas que reabri
Aquele labirinto interno da identidade, minha, roubada
Fez triste a canção quase triste onde perdi você.

Nenhum comentário: